Estamos sendo vigiados?

O romancista britânico George Orwell, imbuído de uma visão futurística publicou em meados de 1949 seu aclamado livro 1984.

Nele o autor narra à história do personagem Winston Smith, um cidadão como outro qualquer, ou seja, um cidadão comum que vivia em uma sociedade sobre vigilância total pelas teletelas (sistema eletrônico de vigilância em massa por meio de telas ou tubo de TV operado pelo partido e pelos aparelhos de repressão policial do Estado).

O Grande Irmão era a cara carrancuda do líder mundial que assumiu o poder ao final de um conflito mundial de proporções épicas e implantou um mundo de trevas e opressão sobre a sociedade.

Estampada em cartazes dispostos em todo espaço da sociedade a figura tétrica da autoridade mundial espreitava, vigiava e aterrorizava a todos com seu olhar sombrio, profundo e com os dizeres “O Grande Irmão está de olho em você”.

Os métodos de opressão eram aplicados pela Policia das Idéias e visavam à opressão mental e física. Nesse quadro de total submissão havia só regras determinadas pelo famigerado partido que patrulhava a vida e o pensamento dos indivíduos a mando do opressor e autoridade suprema o abominável líder mundial.

Passados 66 anos após a publicação do livro a profecia se cumpriu com a implantação de programas de vigilância em massa tais como o monitoramento das redes sociais em que o agente do Estado viola as leis garantidoras dos direitos civis para vigiar toda a sociedade e tentar encontrar possíveis violadores da lei.

No livro o autor revela o mecanismo de vigilância através de cartazes espalhados pelas ruas da cidade no qual se via a imagem de um presidente, líder suprema, líder mundial e abaixo dessa grotesca figura o slogan:

O Grande Irmão está de olho em você

big brother

As teletelas “as telas dos computadores, as telas e os chips dos aparelhos de telefonia móvel e similares, as telas dos caixas eletrônicos, as câmeras de seguranças, os chips do cartão do banco, os satélites de vigilância, os cadastrados feitos na internet, os micros chips implantados no corpo por motivo de identificação e atendimento médico, carro com chips, carteiras de identificação com chips…” estavam por todos os espaços públicos e particulares, na intimidade do seu lar, monitorando, gravando, espionando e devassando as partes intimas da sua vida e patrulhando os seus pensamentos a titulo de segurança nacional.

Tudo era e é permitido ao estado ao partido para subjugar e oprimir a sociedade até mesmo vigiar as relações amorosas conforme for o interesse do estado na criação dessa sociedade civil.

Na ficção, no livro a sociedade era oprimida pelo Grande Irmão, aquele que tudo vê, pelas teletelas e pela policia das ideias. Hoje somos vigiados pelo sistema NGI, monitorados pelas redes sociais, pelos satélites, pelos grampos telefônicos e pelas coletas de metadados…

Prestai atenção nos atos praticados pelos governos, pois nem sempre beneficiam o povo, a sociedade. Reparem que estão suprimindo os direitos civis constantes nas constituições e aumentando os poderes especiais dos governantes. Nem todas as verdades se dizem.

camera-vigilância

%d blogueiros gostam disto: