AIDS MATA

Meu amigo morreu de AIDS.

Um jovem de 30 e poucos anos, biólogo marinho, professor de biologia, um ser esplêndido na plenitude do seu ser.

Adoeceu, procurou um médico, foram feitos exames específicos e veio o resultado e o diagnóstico destes era AIDS.

Agora era um jovem soropositivo, portador do vírus HIV, aidético, HIV/AIDS ou PVHA. Que diferença faz essas terminologias para quem possui esse vírus maldito.

Foi internado em vários hospitais, tratados, mais não curado, pois não tem cura e segundo os especialistas mais otimistas, uma provável vacina só daqui a 30 anos.

A doença traz estigma, preconceitos e conceitos, não sejamos hipócritas, somos humanos em estado constante de aperfeiçoamento e nesse processo de aprimoramento cometemos erros de avaliação e julgamento de atos praticados pelo próximo, mas podemos através da educação elevar ao nível de respeito e amor ao próximo e abraçá-los e respeitá-los como seres humanos que são.

Meu amigo foi adoecendo num processo lento de falência múltipla de seus órgãos. Era crise e internação, a família inerte de ante do quadro sem saber o que fazer para aplacar a dor e diminui o sofrimento deste ente querido.

Meu amigo faleceu. Mais não faltou amor e nem carinho durante o acometimento da sua enfermidade, mais faltou a ele e falta aos demais uma vacina que lhe traga a cura.

Portanto nunca é demais afirmar que a AIDS MATA!

 

Os sintomas e suas variações da Aids conforme estágio da doença

O número de pessoas vivendo com HIV/Aids aumentou de 30 milhões para 35,3 milhões entre 2001 e 2012, segundo a Unaids – agência da ONU para assuntos relacionados à doença. O número de infecções ainda é maior em homens do que em mulheres, mas esses valores estão cada vez mais próximos. De acordo com o infectologista Celso Granato, do Fleury Medicina e Saúde, mulheres têm mais risco de contrair HIV do que os homens de maneira geral. “A mulher tem o dobro de chance de se contaminar em relação ao homem por via sexual”, diz. Dessa forma, o sexo seguro deve ser levado muito a sério e qualquer comportamento de risco deve ser acompanhado de perto. Além de fazer os exames de triagem pelo menos uma vez por ano, é necessário ficar atento a qualquer sintoma que apareça após uma possível exposição ao vírus. Confira os estágios da infecção por HIV e as particularidades que afetam mulheres:

Infecção aguda

Após a transmissão do vírus, há um período de aproximadamente 10 dias, denominado de fase eclipseG, antes que o vírus seja detectável. Durante esse tempo, o vírus é disseminado inicialmente para os linfonodos – localizados próximos ao pescoço – em número suficiente para estabelecer e manter a produção de vírus nestes tecidos. O HIV se replicando consegue então circular livremente pela corrente sanguínea, causando um pico de infecção viral por volta de três a seis semanas após a exposição.

Essa fase, chamada de infecção aguda, pode gerar uma resposta do sistema imunológico para combater a infecção, mas ela já é tardia. “Febremal-estar, indisposição, dor de cabeça e dor nas juntas são algumas das sensações mais comuns nesse período”, diz o infectologista Stefan Ujvari, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Período assintomático

Essa fase é marcada pela forte interação das células de defesa com as constantes e rápidas mutações do vírus. “No entanto, isso não gera sintomas, uma vez que o organismo não fica debilitado o suficiente para ser infectado com novas doenças”, explica o infectologista Celso. Esse período, que pode durar muitos anos, é chamado de assintomático.

Sintomática inicial

Com o frequente ataque, as células de defesa tem seu funcionamento prejudicado e começam a ser destruídas. “Isso deixa o corpo cada vez mais vulnerável a doenças comuns, como gripe ou infecções”, diz o infectologista Stefan.

Segundo o infectologista Stefan, os sintomas de infecção por HIV se manifestam geralmente dois a dez anos após a transmissão. “Quando a mulher desenvolve os sintomas é sinal de que o vírus se replicou durante todo esse tempo e os linfócitos T CD4 começaram a diminuir”, afirma. Nesse período, os sintomas da doença podem ser emagrecimento, fraquezaanemiamanchas na pelediarreia, erupções e feridas na pele.

É geralmente nessa fase que o diagnóstico da doença é feito, já que a mulher começa a buscar a causa dos sintomas. O tratamento com antirretrovirais é iniciado, inibindo a multiplicação do HIV e aumentando o número de linfócitos, restaurando a imunidade.

Casos avançados

Se a doença não for tratada, o sistema imunológico fica tão comprometido que leva ao aparecimento das chamadas doenças oportunistas. O infectologista Stefan Ujvari afirma que o organismo saudável consegue combater essas infecções sem problemas, mas no paciente HIV elas se tornam doenças recorrentes e mais graves.

Esse estágio avançado da infecção que é conhecido como Aids. “Doenças como hepatites viraispneumoniatoxoplasmose e tuberculose são comuns nessa fase”, alerta Stefan. Nas mulheres, a baixa imunidade e doenças oportunistas podem também interferir no ciclo menstrual, pois o corpo entende que está havendo alguma dificuldade e corta funções menos vitais para se preservar, como a atividade reprodutiva.

O não tratamento da doença nesse estágio tende a piorar ainda mais o quadro, causando complicações graves que podem levar à morte. Dessa forma, é muito importante fazer os exames de triagem e diagnosticar a doença o quanto antes.

HPV em evidência

Particularmente em mulheres, a Aids em estágio avançado aumenta o risco de complicações relacionadas ao HPV. De acordo com o infectologista Stefan, o retrovírus favorece o alastramento do HPV, elevando as chances de tumor relacionado, como câncer de colo do útero ou câncer de garganta. “O risco de a mulher ter uma infecção mais acentuada pelo HPV e consequentemente desenvolver um câncer é aumentado de quatro a 40 vezes.”

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