ONU critica o Brasil, por resposta inaceitável ao desastre de Mariana e envia equipe

A Organização das Nações Unidas (ONU) criticou de forma enérgica o governo brasileiro, a companhia Vale do Rio Doce e a mineradora anglo-australiana BHP pelo que considerou uma resposta “inaceitável” ao desastre ocorrido na cidade de Mariana, estado de Minas Gerais.

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, 25/11/2015 e que traz falas do relator especial para assuntos de Direitos Humanos e Meio Ambiente, John Knox, e do relator para Direitos Humanos e Substâncias Tóxicas, Baskut Tuncak, a ONU criticou a demora de três semanas para a divulgação de informações sobre os riscos gerados pelos bilhões de litros de lama vazados no Rio Doce pelo rompimento da barragem, no último dia 5.

“As providências tomadas pelo governo brasileiro, a Vale e a BHP para prevenir danos foram claramente insuficientes. As empresas e o governo deveriam estar fazendo tudo que podem para prevenir mais problemas, o que inclui a exposição a metais pesados e substâncias tóxicas. Este não é o momento para posturas defensivas”, disseram os especialistas no comunicado.

“As autoridades brasileiras precisam discutir se a legislação para a atividade mineradora é consistente com os padrões internacionais de direitos humanos, incluindo o direito à informação. O Estado tem a obrigação de gerar, atualizar e disseminar informações sobre o impacto ambiental e presença de substâncias nocivas, ao passo que empresas têm a responsabilidade de respeitar os direitos humanos”, afirmou Tuncak.

Os dois especialistas classificaram a tragédia como mais um exemplo de negligência de empresas em proteger os direitos humanos e traçam um quadro desolador pós-desastre para as comunidades afetadas.

ONU envia equipe de técnicos a Mariana

A Organização das Nações Unidas (ONU) enviou um grupo de trabalho sobre empresa e direitos humanos ao Brasil, previsão de chegada em Mariana dia 12-12-2015, para ver de perto e analisar o grave desastre ambiental causado pelo rompimento, ocorrido no dia 05 de novembro de 2015, de uma barragem de rejeitos de mineração na cidade de Mariana, no estado de Minas Gerais.

Os técnicos analisarão juntamente como governo e as empresas programam as suas respectivas obrigações e responsabilidades na área de direitos humanos, em sintonia com os Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos.

A ONU criticou duramente o governo brasileiro pela resposta inaceitável ao desastre ocorrido em Mariana.

Dilma nega que houve negligencia por parte do governo.

Por sua vez a Samarco afirma que suas operações eram regulares, licenciadas e monitoradas dentro dos melhores padrões internacionais de monitoramento de barragens.

A população atingida não tem voz, não tem casa, não tem cama e não tem mais água pura para beber.

Já se passaram um mês e nada de solução, mais segundo padrão brasileiro de contagem de tempo para resolver problemas, mês é segundo, ano é minuto, década é hora, Então meu povo, paciência, pois levará algumas horas para o governo resolver esse problema.

 

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