Tempestade solar gera fenômeno El Niño

A NASA divulgou nesta quarta-feira (14-10-2015), a imagem de um enorme buraco coronal no Sol, “que são as regiões da camada mais externa, escuras e de baixa densidade, chamada de corona”.

buraco coronal

A imagem foi obtida 10-10-1015, por um instrumento do Observatório de Dinâmica Solar da NASA. Segundo a agência espacial americana, o fenômeno foi responsável por uma corrente de vento solar de velocidade gigantesca, que levou a uma tempestade solar próxima da terra e resultou em várias noites de aurora boreal.

Tempestade solar

O especialista em clima espacial Joe Gurman, que em entrevista ao Gizmodo falou do Centro Espacial Goddard da NASA. Explica que “Tempestades solares surgem a partir de forças magnéticas que explodem na superfície do Sol. Nós chamamos essas áreas de regiões ativas, ou manchas solares. Quando essas manchas ficam grandes e assustadoras, sabemos que o campo magnético está mudando rapidamente. Essas mudanças no campo magnético parecem ser a causa — ou uma das causas — da atividade solar”.

Uma explosão média ou grande mandaria ondas de radiação de alta energia — raios x e luz ultravioleta — diretamente para a Terra. Esse tipo de radiação é poderosa o suficiente para arrancar elétrons de átomos. E é exatamente isso que elas começam a fazer quando atingem a camada superior da nossa atmosfera, conhecida como ionosfera. Em poucas palavras, o céu é atingido por um pulso eletromagnético gigantesco. Mas de acordo com Berger, mesmo as maiores explosões solares não causam muitos danos aos seres humanos.

Uma das maiores explosões solares e a mais poderosas já medidas com instrumentos modernos ocorreu durante um pico de atividade solar no ano de 2003. A explosão era tão grande que chegou a sobrecarregar os sensores dos satélites espaciais.

Os cientistas especializados em clima espacial temem que outra tempestade esteja por vir. (Na verdade tem certeza).

O especialista em clima espacial afirma que quando essas manchas ficam grandes e assustadoras, sabemos que o campo magnético está mudando rapidamente. Parece ser o caso na imagem da imagem divulgada pela NASA, no dia 14-10-2015 de um enorme e  assustador buraco coronal no sol.

O Sr. Thomas Berger, diretor do Centro de Previsão do Clima Espacial da Administração Atmosférica e Oceânica Nacional (ou NOAA, sigla para National Oceanic and Atmospheric Administration) dos EUA. Disse ao Gizmodo que “se nós fôssemos atingidos por uma tempestade de grande escala, seria bem difícil nos reerguer”.

E que uma das maiores e poderosa explosões solares já medida com instrumentos modernos ocorreu durante um pico de atividade solar em 2003.

 A explosão era tão grande que chegou a sobrecarregar os sensores dos satélites que orbitam o espaço.

 

explosão solar
Veja o tamanho da explosão ocorrida no Sol: imagem captada pela Soho.

O Sol é monitorado pela Soho, que é a nave da Agência Espacial Americana (NASA) e da Agência Espacial Europeia (ESA) e se encontra na órbita do Sol, a uma distância de um milhão e meio de quilômetros da Terra, desde 1995.

Tempestades Solares afetam o planeta

solar
Transferência de elétrons do Sol para a Terra, Eletromagnetismo e a Ionosfera

Tempestades Solares e o El Niño

O ciclo solar (tempestade solar) interage com a estratosfera da Terra e a superfície do oceano e dessa forma cria padrões meteorológicos e alteram o clima.

Os compostos químicos da estratosfera (parte superior da atmosfera) e a temperatura do oceano Pacífico são influenciados pelo auge da atividade solar (tempestade solar) e pelos movimentos do ar.

Daí as chuvas e ventos mais intensos, assim como alterações na temperatura do mar, nas regiões tropicais, acabando por influenciar o resto do mundo, como o fenômeno El Niño e La Nina.

Quando o Sol atinge um máximo de atividade, aquecem as regiões livres de nuvens no Oceano Pacífico o suficiente para aumentar a eva­po­ração, intensificando as chuvas tropicais e os ventos alísios, e resfriando o Pacífico Leste nos trópicos.

Há anos os cientistas sabem que as variações solares de longo prazo afetam certos padrões climáticos, inclusive as secas e temperaturas regionais. Porém estabe­lecer uma ligação física entre o ciclo solar de uma década e os padrões climá­ticos se mostrou uma tarefa difícil.

Uma das razões para isso é que só nos últi­mos anos os modelos computadorizados se tornaram capazes de simular de ma­nei­ra realística os processos associados com o aquecimento e resfriamento das águas do Pacífico Tropical associados com El Niño e La Niña.

De posse deste novo modelo, os cientistas podem reproduzir o comportamento do Sol no último século e verificar como ele afeta o Pacífico.

Para estressar essas conexões, por vezes sutis, entre o Sol e a Terra, os cientistas analisaram as temperaturas da superfície do mar de 1890 a 2006. Então, usaram dois modelos de computador do NCAR para simular a resposta dos oceanos a essas mudanças na emissão do Sol.

Eles descobriram que, quando as emissões do Sol atingem um pico, a pequena quantidade extra de energia solar, ao longo de vários anos, causa um pequeno aumento no aquecimento local da atmosfera, especialmente nas regiões do Pacífico tropical e subtropical, onde normalmente a cobertura de nuvens é escassa.

Os cientistas especializados em clima espacial temem que possa acontecer num futuro muito próximo uma tremenda explosão coronal no Sol que afetará nossos sistemas tecnológicos assim como o clima no planeta. Pois afirmam que quando essas manchas ficam grandes e assustadoras (como as que foram detectadas pela NASA) é sinal de que algo muito estranho está ocorrendo no Sol e que o campo magnético está mudando. Onde isso vai parar?

  • beatriz barros

    bem criativo seu blog te dou nota 10 parabêns

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