Guerra de gigantes, Ilha de Yongxing

Notícia foi confirmada pelo canal Fox News, que mostrou imagens de satélites da Ilha de Yongxing onde aparece armamento estacionado na costa da ilha. Os mísseis chegaram semana passada, já que as imagens de satélite mostram a praia vazia em 3 de fevereiro e abrigando esses dispositivos a partir do dia 14.

A China foi acusada por Taiwan de ter colocado mais de uma dezena de lançadores de mísseis terra-ar e um sistema de radar na pequena ilha de Woody, a principal do arquipélago Paracelso no Mar da China Meridional, no Pacífico.

Outras imagens mais recentes davam a entender que Pequim está equipando a ilha com novos equipamentos, que podem ser usados com finalidades militares, como uma base de helicópteros antissubmarinos.

Segundo relatos, os mísseis parecem ser HQ-9, modelo que tem alcance de cerca de 200 quilômetros.

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Misseis HQ-9

Disputado Mar da China

A ilha de Yongxing, em chinês, a pequena ilha é controlada pela China desde o ano de 1956, é disputada por Taiwan e pelo Vietnã tem uma grande importância estratégica, pois além de estar localizada numa zona rica em recursos minerais, está também no meio de um triângulo que inclui a China, o Vietnam e as Filipinas.

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Disputado Mar da China

EUA navegou nestas águas, sem autorização

Um navio da força naval dos EUA navegou nestas águas, sem autorização há duas semanas gerando fortes dores de cabeça para o governo chinês.

ilha de Yongxing
Mais ao sul, navios aterrando a ilha artificial

O navio se aproximou das ilhas artificiais que Pequim está construindo nas disputadas águas do Mar do Sul da China, em um sério desafio para as reivindicações territoriais chinesas.

O USS Lassen é um destróier (contratorpedeiro) armado com mísseis que ultrapassam o limite de 12 milhas náuticas (22,2 km) em uma área que a China reivindica para si ao redor das ilhas Subi e Mischief, no arquipélago Spratly.

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Tripulação da USS Lassen

O Ministério das Relações Exteriores chinês reagiu fortemente à ação, que descreveu como “ilegal”. O porta-voz da pasta, Lu Kang, disse que a operação é “uma ameaça à soberania da China” e acrescentou que Pequim “responderá firmemente às ações provocativas de qualquer país”.

Do outro lado, o porta-voz Departamento de Defesa americano, comandante Bill Urban, disse que “os Estados Unidos estão apenas conduzindo operações rotineiras no Mar do Sul da China, respeitando as leis internacionais”.

A presidente eleita de Taiwan Tsai Ing-wen, afirmou que está uma “situação tensa” na região e que exige “ponderação de todas as partes envolvidas”.

A verdade é que as infraestruturas que estão sendo construídas nestas ilhas querem sejam civis quer sejam militares, são qualificadas pelos países vizinhos e aliados ocidentais, como manobras de Pequim para assumir o controle de toda esta parte do Pacífico.

O que Pequim não desmente, já que considera este tipo de equipamento como “consistente com o direito de autopreservação e autoproteção a que a China tem direito à luz do direito internacional”. “Não deveria haver qualquer dúvida sobre o assunto”, considera.

A primeira ministra australiana, Julie Bishop, pediu uma solução pacífica para conflito sobre a soberania territorial na região, através da arbitragem o que é reclamado pelas Filipinas.

O argumento é antigo, em 2006, Pequim afirmou que não iria aceitar arbitragem relativamente à soberania territorial e aos direitos marítimos, alegando a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. “O governo chinês irá seguramente manter a sua posição” afirmou o ministro chinês.

Certo é que esses dois gigantes vão se enfrentar a qualquer momento, pois com certeza o mundo é muito pequeno para acomodar as suas ambições.

A China acelerando as construções da “A Grande Muralha de Areia” que envolve a expansão de um grupo de ilhas na cadeia de Spratly, para que possam suportar pistas de pouso, armas e outras instalações permanentes.

A China e os Estados Unidos já estiveram próximos de entrar em conflito sobre colisões de aeronaves. Quando um caça Orion P-3 chinês colidiu com um avião interceptor J-8, em 2001.

A força submarina da PLAN (Marinha Chinesa) tem crescido de forma assustadora e pode levar Pequim a tomar decisões mais aventureiras, e os incidentes submarinos entre os gigantes podem acontecer e levar a…

Onde isso vai parar?

Veja aqui o video no youtube das imagem de satélite da BBC Brasil.

Fontes: msn e ionline.pt 

 

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