Israel e o seu 68º aniversário

“Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão. Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça”.  (Mateus 24.32)

Em 70 D.C. as tropas romanas comandadas pelo general Tito destruíram o Templo de Salomão em Jerusalém e assim dando início a segunda dispersão do povo judeu de seu território mundo afora.

Passados 1.878 anos o povo judeu reescreve a sua história ao retornar a terra prometida e em 14 de maio de 1948 no Museu Nacional de Tel-aviv foi declarada oficialmente a criação do Estado de Israel na Palestina e assim se cumpriu o maior sinal do fim dos tempos que é o retorno do povo judeu à terra prometida.

A criação do Estado de Israel teve como base na resolução aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU) um ano antes que previa a divisão do território da Palestina (na época sob a administração britânica e era habitada em sua grande maioria por árabes) em dois estados, sendo um árabe e outro judeu.

A criação do Estado de Israel teve como base na resolução aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU) um ano antes que previa a divisão do território da Palestina (na época sob a administração britânica e era habitada em sua grande maioria por árabes) em dois estados, sendo um árabe e outro judeu.

Foram 33 votos a favor da partilha da Palestina em dois estados, entre eles Estados Unidos e a antiga União Soviética e 13 votos contra, entre eles a Grã Bretanha e a China e dez abstenções.

O Brasil além de ser favorável à divisão da Palestina em dois Estados. O grande responsável pela articulação da partilha foi o embaixador brasileiro Osvaldo Aranha, que presidiu a sessão histórica da Assembleia Geral da ONU.

Com certeza sem os esforços do diplomata brasileiro nos dias que antecederam o voto, talvez os judeus não tivessem conseguido o reconhecimento do Estado judaico na comunidade internacional.

Devido a pressões dos americanos e soviéticos, Aranha, segundo reportagem do New York Times de 30 de novembro de 1947, pediu para que a ONU “não aceitasse adiar a votação e aprovasse de imediato a partilha, não levando em conta esforços dos países árabes para um acordo”.

Uma das propostas, segundo Thomas Hamilton, que escreveu o artigo para o New York Times era retornar a questão para o Comissão Ad Hoc sobre a Palestina, levando em conta as sugestões árabes. Estes países eram contra a divisão do território em dois países, argumentando que os árabes eram maioria mesmo no Estado judaico.

Os argumentos apresentados não convenceram Aranha, que tinha crença na solução de dois Estados. Camille Chamoun, embaixador do Líbano junto às Nações Unidas e que viria a ser presidente libanês, tentou se reunir com o diplomata brasileiro para pelo menos adiar a votação, mas foi ignorado. No fim, o embaixador do Brasil entrou para a história e hoje dá nome a um kibutz e a uma praça em Israel.

Apesar deste papel na votação da partilha, o Brasil não reconheceu imediatamente o Estado de Israel quando este proclamou a independência em maio do ano seguinte. O reconhecimento aconteceu apenas em fevereiro de 1949, com reclamações do Egito. Em resposta ao Cairo, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro afirmou ter tomado a decisão “depois de muitos países e não seria correto não reconhecer Israel”.

Contudo a resolução da ONU que decretou a independência de Israel foi aceita pelos lideres judeus e rechaçadas por todos os governantes árabes e alguns deles como Síria, Líbano, Iraque e Egito e a Transjordânia (Legião Árabe treinada pelos britânicos), ficaram tão enfurecidos que partiram para destruir o recente Estado de Israel.

O conflito ganhou proporções gigantescas que mais de 1 milhão de árabes que na Palestina tiveram que abandonar suas casas as pressas e fugiram para os países vizinhos em busca de um lugar mais seguro para se viver.

Família palestinas em fuga durante o conflito em 1948

palestinos
Crédito: bernardete-buscandorespostas.blogspot.com

Assim como os cidadãos judeus que viviam em países árabes como Tunísia, Iraque e Líbano dentre outros tiveram que abandonar tudo o que possuíam e foram correndo para o novo em buscar de segurança e cidadania.

Famílias judias em fuga durante a guerra de 1984

palestinos
Crédito: Bernardete-buscandorespostas.blogspot.com

O exercito da união árabe investiram de forma pesada com todo o seu armamento moderno e adquiridos da Grã-Bretanha contra o território judeu por todos os lados da sua fronteira numa clara missão de aniquilar o recente Estado Judeu.

Por outro lado Israel mesmo diante de uma força militar belicamente superior e apoiado apenas em suas velhas e ultrapassadas armas, mais, porém de forma organizada e coordenadas de suas forças conseguiram resistir por mais de um ano de guerra e frustraram uma derrota eminentemente prevista por todos pelo exercito árabe.

A comunidade internacional clamava por uma solução que desse fim ao conflito. O conselho de Segurança das Nações Unidas apresentou uma proposta de trégua que foi bem recebida por todos, já que seus exércitos estavam chegando ao limite de suas forças, pois o desgaste era imenso tanto físico com econômico.

O cessar fogo proposto pela ONU foi negociado por meio de seu representante o conde sueco Folke Bernardotte e entrou em vigor no dia 11 de junho de 1949 e valeria por um mês. Nele havia um clausula que nenhum imigrante poderia ser recrutado e que todos os combatentes estariam proibidos de receber qualquer tipo de armamentos.

Em outro momento o Conselho de Segurança da Nações Unidas de maneira “ocultista e illuminati” prepara um novo plano de conciliação a partir de agora, apenas as armas falarão por árabes e judeus.

E assim o Estado de Israel comemorou em 14 de maio de 2016 o seu 68º aniversário de independência em meio a festas, crise política, religiosa e ameaças de guerras.

Assista abaixo ao vídeo sobre a criação do Estado de Israel:

Alguns dos conflitos entre árabes e judeus

Israel
Crédito: bernardete-buscandorespostas.blogspot.com

1882

Na Palestina, a população é formada por 6% de judeus e mais de 90% de árabes. Ocorre a primeira migração em massa de judeus, que fogem do anti-semitismo na Europa Oriental. Até 1903, são 35 mil imigrantes.

1904-1914

Período da segunda migração: cerca de 40 mil judeus chegam à Palestina.

1919

Com o fim da Primeira Guerra, os europeus dividem entre si as terras do império otomano no Oriente Médio. A Palestina vira território britânico em 1922.

1919-1939

Os judeus continuam perseguidos na Europa. Fugindo do fascismo, que se espalham pelo continente, cerca de 400 mil hebreus migram para a Palestina.

1939-1945

Segunda Guerra na Europa. Milhares de judeus fogem clandestinamente para a Palestina, escapando do Holocausto. Chegando lá, são considerados como novos colonizadores pelos árabes.

Novembro de 1947

No dia 29, a ONU divide a Palestina: 55% para judeus, 45% para árabes.

Maio de 1948

No dia 14, Ben Gurion funda o Estado de Israel. Começa a guerra com os árabes.

1948-1950

Mais de 900 mil árabes são expulsos da Palestina e um número semelhante de judeus é expulso de países árabes. Israel ocupa 80% da antiga porção britânica. A Jordânia anexa a Cisjordânia e Jerusalém Oriental. O Egito fica com Gaza.

1964

A OLP é fundada no Cairo.

1967

Na Guerra dos Seis Dias, Israel derrota de forma fulminante a frente formada pelos países árabes, anexando a Cisjordânia, as colinas de Golã, o Deserto do Sinai e Jerusalém Oriental.

1973

No feriado sagrado judaico do Yom Kippur (“Dia do Perdão”), o Egito e a Síria tentam recuperar – sem sucesso – os territórios ocupados por Israel.

1978

Begin e Sadat assinam o acordo de Camp David. Israel devolve o Sinai ao Egito, que se torna o primeiro país árabe a reconhecer o estado judeu.

1982

Israel invade o Líbano para destruir bases da OLP. Arafat e seus líderes são obrigados a abandonar o país e vão para a Tunísia. Está plantada a semente da milícia armada Hezbollah.

1987

Começa a Primeira Intifada, ou rebelião dos territórios ocupados. Ataques contra as forças israelenses multiplicam-se na Cisjordânia e em Gaza. É fundado o Hamas.

1993

Yasser Arafat e Yitzhak Rabin assinam acordo de paz em Washington, criando a Autoridade Palestina.

2000

Israel retira-se do sul do Líbano. Negociações entre Barak e Arafat falham. Em setembro, explode a Segunda Intifada, após a visita do líder da direita israelense, Ariel Sharon, à mesquita sagrada de Al-Aqsa, em Jerusalém.

2001

Em meio à violência, Sharon é eleito primeiro-ministro de Israel.

2002

Sharon começa a construir um muro separando a Cisjordânia de Israel.

2005

Sharon retira os colonos judeus de Gaza, em uma jogada unilateral. Alguns meses depois, o Hamas ganha a maioria do parlamento palestino.

2006

Em julho e agosto, conflito entre Israel e Hezbollah devasta o Líbano. A ONU declara que a Faixa de Gaza está em “uma crise humanitária intolerável”.

Olhai para Jerusalém é vede a crise religiosa pela qual ela está passando e creia que o fim está próximo.

Fontes: bernardete-buscandorespostas.blogspot.com e chamada.com.br

 

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