Furacão e tornado no Brasil! Será?

O quarto trimestre 2016 e o primeiro de 2017 vêm trazendo incertezas climáticas e deixando os climatologistas malucos, a incerteza do fenômeno LA NIÑA e uma alta elevação da temperatura oceânica equatorial, hora notícia de chuvas abundante, hora pouca chuvas, devemos atentarmos para chuva torrenciais tipo Downburst ou Micro Explosão (forte corrente de vento decendente), pois anomalias climáticas estão em alta no Brasil.

Catarina o Furacão que atingiu o Brasil

Segundo o pesquisador do INPE, Carlos Nobre o Furacão Catarina em 2004 foi o primeiro furacão observado no Atlântico Sul, pelo menos desde que há registros meteorológicos confiáveis. O Furacão Catarina originou-se a partir de um ciclone extratropical, ao passo que a maioria absoluta é dos ciclones tropicais, a combinação de baixa pressão e águas oceânicas acima de 24ºC foram os ingredientes perfeito. Na região de formação do Catarina, as águas encontravam-se entre 24ºC e 26ºC. Portanto, um fenômeno raro e atípico, sob qualquer ponto de vista, mas que se formou de qualquer maneira. Em outras palavras, o Furacão Catarina fez mudar o paradigma sobre furacões no Atlântico Sul.

Assista o vídeo abaixo:

Os centros de baixa pressão atmosférica em torno dos quais ocorrem ventos giratórios, formando estruturas de mais de 200 km de diâmetro são classificados como Ciclones. Com ventos que giram no sentido horário no Hemisfério Sul, surgem principalmente sobre os oceanos, em geral em regiões tropicais, podendo durar vários dias e se deslocar por longas distâncias, tornando-se às vezes muito intensos. Quando ocorrem fora dos trópicos, casos do sul do Brasil são chamados de ciclones extratropicais.

Ciclones com ventos de mais de 119 km/h são classificados como Furacões ou Tufão que utiliza a escala de Saffir-Simpson que vai de um a cinco para medir a intensidade.   O curioso é que bem no centro do furacão(chamado de olho do Furacão) há uma região sem nuvens e com ventos calmos. Nesta região, há movimentos de ar descendentes, ao lado de uma grande área circular de centenas de quilômetros com vigorosos movimentos ascendentes o que causa estragos.

Já os Tornados são ventos giratórios em forma de funil. Formados geralmente em terra, com diâmetro (junto ao solo) entre algumas dezenas de metros. O tornado é considerado o fenômeno meteorológico mais destrutivo, já que a velocidade do vento pode superar 400 km/h, mas, em comparação com os furacões, atinge áreas muito menores e duram pouco tempo (alguns minutos a cerca de uma hora).

Tornado que atingiu Taquarituba – SP

Assista video abaixo:

Com relação a esses fenômenos ocorrerem em estados brasileiros, como São Paulo, se as temperaturas do mar continuarem a subir devido ao aumento do efeito estufa, mais e mais regiões dos oceanos subtropicais do Atlântico Sul terão temperaturas acima dos 26ºC, Simulações com modelos climáticos indicam tais. Porém, devemos lembrar que o Furacão Catarina originou-se de um ciclone extratropical e estes normalmente, como o próprio nome diz, ocorrem fora da faixa tropical e subtropical.

Haiti país atingido recentemente pelo Furacão Matthew, quanta tristeza e vidas ceifadas, que destruição, quando vejo as imagens do que sobrou das cidades fico impressionado tamanho estrago, e passa pela minha cabeça, a natureza esta saturanda, já esperávamos por isso, olha aquecimento global, cadê a energia limpa, e os interesses econômicos como sempre à frente de tudo.

Segue abaixo um vídeo curioso de caçadores de tornados:

Fontes: ClimaTempo, INPE e Youtube

%d blogueiros gostam disto: